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O decreto de emergência sanitária nacional e à associação das infecções pelo vírus Zika (ZIKV) em grávidas com um aumento anormal da incidência de microcefalia em recém-nascidos têm mobilizado gestores, mídia, pesquisadores e sociedade em geral. A relação com o mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus dengue (DENV), com o vírus chikungunya (CHIK, transmitido no país desde 2014), e com o ZIKV (confirmado no Brasil em maio de 2015) ainda resta por ser provada pelo encontro de mosquitos naturalmente infectados. A infecção por ZIKV é uma situação nova não só para o nosso país, como para o mundo. As complicações neurológicas de uma virose emergente e pouco conhecida como o ZIKV foram primeiramente confirmadas no Brasil. Além das complicações neurológicas, existe o risco de uma epidemia tríplice, caracterizada pelo compartilhamento do mesmo inseto vetor por três vírus: CHIKV, DENV e ZIKV. Não havendo vacina de comprovada eficácia para tais vírus, a prevenção e o controle da transmissão vetorial são os meios disponíveis, mas que necessitam ser urgentemente revistas à luz de novos conhecimentos multidisciplinares.

A gestão deste desafio de saúde requer a articulação de iniciativas coordenadas em múltiplas frentes: (1) A formação de um grupo de pesquisa articulado e multidisciplinar para promover o desenvolvimento de conhecimento e de ferramentas efetivas de vigilância, monitoramento, diagnóstico e controle, hoje incipientes ou inexistentes; (2) O enriquecimento do conhecimento básico acerca de perguntas relativas à dinâmica da transmissão e à história natural dos mosquitos e dessas viroses, especialmente Zika, um entrave ao desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção e tratamento; (3) o estímulo à responsabilidade social, uma vez que  a transmissão dos vírus extrapola a esfera da saúde, no sentido de intensificar os esforços atuais junto à sociedade, aos gestores e à mídia, de educação, informação e comunicação sobre a biologia do vetor, as práticas de prevenção e também sobre a necessidade do empenho conjunto, envolvendo a esfera pública e os cidadãos.

A partir desse cenário, nasce a rede "Mosquitos e arboviroses emergentes - Aquisição de conhecimentos fundamentais, tecnologias e informação para subsidiar a prevenção e o controle da transmissão vetorial" - A Rede Arboviroses